sábado, 15 de dezembro de 2012

Na Praia



A vida é cruel tirana, joga com nossas almas a seu bel prazer.
Sempre me perguntei porque... Observava a vida, cada felicidade, cada tristeza. Almoçava assistindo jornal e jantava com o Datena. Aquela desgraça toda me interessava. Parecia que quanto mais perto da morte mais eu entendia a vida. Essa violência meio mórbida, as pessoas lembrando marionetes, todo esse espetáculo me atraia.
Um dia eu entendi. Entendi que a vida sente prazer em nos controlar. Aprendi que pela força podia dominá-la e como era bom....
Era um dia cheio, a vida apoiava todo o seu peso em minhas costas. Nada tinha dado certo e estava prestes a ser despedido. Larguei tudo por fazer, sai de meu escritório e fui à praia. Sentei na areia, tirei o sapato. No meu interior desejava alguma coisa.
Olhando as pessoas passarem, o que eu estava procurando? Ao brilho dos últimos minutos de sol a encontrei.
Que criatura curiosa, sozinha, parada de frente para o mar, também de pés descalços. Com as havaianas na mão, a canga marcando o quadril, parecia que tinha saído de um comercial.
Eu a queria, a desejava, a precisava... Mas ela não me queria. Ia querer a mim? Era a vida  brincando comigo, colocando tamanha beleza em minha frente. Pra que? Para provocar?
Não podia deixá-la zombar de minha cara.... Despertou em mim um monstro, sedento por aquela garota.
Fui me aproximando como um animal que espreita a caça. Olhando cada movimento, sentindo seu cheiro, como era gostosa, seios firmes, bunda...ah, a bunda...já tinha decidido por onde começar...
Já estava escuro e não havia ninguém ao redor. Ela não me notava. Cheguei ao seu lado e disse que o paraíso deveria ser o mar  que ela olhava. Ela assustou e me olhou, logo seu olhar me reprovou. Virou as costas, segurei seu braço. Olhou brava, sorri. Procurou alguém, perguntei irônico, já vai? Tentou soltar o braço, puxei-a abruptamente para o meu corpo. Senti cheiro de medo.... excitei-me como num estalo.
Meu coração batia rápido, o dela também. Com a respiração ofegante, ela ia gritar, a beijei com força, ela me mordeu! Pra que tanta agressividade, vamos conversar, como você chama?... Chutou meu saco, a dor era insuportável... ela tentou sair correndo, agarrei seu calcanhar e ela caiu. Ganhei. Montei  nela como a uma égua, arranquei a canga, rasquei o biquíni. O cheiro de medo exalava mais forte. Como ela era gostosa... No começo fui apenas me esfregando nela, desci com o rosto até sua bunda, enfiei minha cara e lambi o cu. Ela lutava, batia as pernas, o meu tesão só aumentava.  Tentei acalmá-la jogando meu corpo em suas costas, ela soltou um gemido fraco, senti que perdeu o ar. Envolvi meu braço ao redor de sua cintura e puxei-a comigo para cima, ficamos de quatro. Enfiei meu pau no seu cu e mandei ver. Ela chorava com desespero, metia com mais força.  Segurei seu cabelo puxando-os com força para trás.  Dominei ela, comia com toda ânsia.
De repente ela parou de chorar, cortou meu frenesi, o que foi, não incomoda mais? Tirei meu para fora e a joguei no chão de frente para mim, arranquei a parte de cima do biquíni, que peitos, ah....  comecei a apertar seus peitos com uma mão e com a outra enfiava os dedos em sua buceta, quanto mais melhor. Ela tentou tirar me fazer parar, olhei no fundo de seus olhos, cheios de pavor, o monstro ficou mais feroz. Agarrei suas mãos e fui lambendo as partes que alcançava, rosto, boca, pescoço, estava toda suja de areia, cheguei no bico do peito, o lambi grotescamente e o mordi com fúria, ela soltou um grunhido agudo, misto de choro e de dor, que prazer!...
Continuei pressionando o biquinho com os dentes e meti meu pau dentro de sua buceta. Senti a água fazer o mesmo movimento frenético e violento de vai e vem.
Desliguei por instantes e compreendi o porque... a vida sabe a satisfação de ter poder, nos extorquindo, estuprando nossos corpos, como brincadeira de criança....
Gozei! Gozei... a abracei e deixei meu corpo cair sobre o seu, ela suspirou e ao que pareceu desmaiou. Permaneceu estendida, imóvel, olhos abertos e meio mortos.
Algum tempo se passou, levantei, vi que ela tinha rasgado mina camisa, a joguei no chão. Não encontrei meus sapatos mas prossegui andando pela água gelada.
O monstro que acordou nunca adormeceu. Sigo muito feliz em sua companhia.


Marcela


Ainda sinto o suave toque de suas mãos em meus cabelos. Ainda sinto falta de seu doce perfume. E isso me perturba.

I

Marcela deve ter seus 18 anos_ talvez um pouco mais, mas seus traços adolescentes disfarçam e muito bem uma possível maior idade. Alta, pele clara marcada por sardas, principalmente na região dos seios e rosto e cabelos de tom ferrugem que fazem inveja a qualquer mulher no mundo - inclusive a mim. Seu corpo bem delineado é a perfeita simetria que Da Vinci descreveria em sua “Mulher Vitruviana”: Seios e quadris lineares e bem contornados como todo o corpo, sem exageros ou faltas.

II

Meu relógio já marcava 22 horas e parecia-me que aquela confraternização da empresa não acabaria tão cedo _ e nem bem para mim. Desde meu último relacionamento tem sido complicado manter a imagem que construí baseada nas estruturas arcaicas daquela empresa: uma mulher discreta, eficiente funcionária e excelente mãe e dona-de-casa, submissa ao marido. Provavelmente se soubessem que a funcionária perfeita tem, desde o divórcio, se relacionado com outras mulheres certamente isto me levaria a uma demissão e uma carreira de 25 anos jogada no lixo.  Àquela hora Marcela acabara de cruzar minha mesa em direção ao banheiro e toda minha compostura foi abalada por aqueles lindos e vívidos grandes olhos. Naquele momento um bombardeio de questões me arrebatou: Quem será esta ruiva? Estava acompanhada? Será que alguém notara minha agitação?

III

 A Empresa Patriarcal_ nome sugestivo, não?_ é comandada por dois irmãos, sendo o mais novo meu ex-marido. Emergente no mercado de polímeros de alta densidade, as maneiras utilizadas para alcançar tal posto são tão contraditórias como toda a empresa. Lavagem de dinheiro, lobismo no Distrito Federal e o fechamento de portas de pequenas empresas que poderiam causar competição são as artimanhas mais utilizadas. Uma empresa que carrega uma imagem de ética e sobriedade moral e cobra tal imagem de _quase exclusivamente_ de suas mulheres é sócia de um site de acompanhantes femininas de luxo, sempre utilizando destas funcionárias em suas festas e jantares de promoção pública. Marcela ainda era ingênua_ nova na empresa_ e não sabia que seus serviços eram de uso exclusivo dos homens.

IV

 Já passavam cinco minutos desde que Marcela entrou no banheiro e minha hesitação era evidente; já sentia olhares julgando e questionando minha inquietação. Em um movimento de esquiva e ao mesmo tempo de encorajamento me dirigi ao banheiro. Abri a porta e estava lá Marcela, retocando a maquiagem após um deduzível choro. O frio que corria na minha espinha era um misto de pudor e ansiedade, mas aqueles olhos grandes lacrimejantes enfeitiçaram-me de tal maneira que estava disposta a arriscar toda minha carreira por aquela jovem moça. Quando ouviu a porta fechando olhou desesperadamente naquela direção e quando me viu percebi um leve sorriso que veio acompanhado de um novo debulhar de lágrimas. Aquele sorriso foi o golpe de misericórdia: nada mais me importava a não ser Marcela. Caminhei em sua direção e antes que pudesse tomar qualquer atitude Marcela me abraçou. Perguntei a ela várias vezes o motivo do choro, mas a única resposta que aquela linda voz de sotaque europeu me dava era “Não posso falar, meu chefe não deixa”. Malditos homens que pensam ser donos de nós mulheres! O que teriam feito àquela perfeita criatura?
 Ao ouvir o trinco da porta ser tocado beijei-a de forma desesperada e pedi que me encontrasse dentro de dez minutos no estacionamento, o que foi acordado com um sorriso tão gostoso quanto o beijo de momentos antes.

V

 Tinha inventado uma desculpa qualquer e me retirado do clube; Marcela também. Encontramo-nos no estacionamento e como recepção beijei-a de forma excitante e longa. Sua resposta excitava-me ao mesmo tempo que preocupava-me: “Provavelmente serei mandada embora e deportada, mas farei que essa noite seja inesquecível para nós”.
 Seguimos até meu apartamento sem trocarmos uma palavra sequer, tamanha admiração e encantamento que causávamos uma a outra. Por maior que fosse nossa diferença de idade, sentia-me tão menina quanto ela.
 Ao entrarmos no quarto senti tudo que sentira na primeira vez: Eu suava frio, meu coração quase saía pela boca, tremia dos pés à cabeça e sentia meu clitóris pulsando. Marcela já se sentia mais a vontade, já tirara o vestido e fechara a porta, logo depois veio em minha direção e me puxou contra seu corpo de maneira que me fez perder a respiração. Por mais jovem que fosse parecia ter mais experiência com outras mulheres do que eu tinha; dominar-me então foi apenas um simples passo. Eu gemia nos braços dela. Marcela lambia meu pescoço e as orelhas, tocava meus seios e fazia com que eu estremecesse toda. Apertava-me na parede e descia lambendo meus seios, os bicos duros, a barriga e cheirou-me na calcinha branca de algodão. Eu sentia a língua percorrendo meu sexo. Maravilhosa! Puxei-a para me beijar ainda mais. Beijos gostosos... Língua com língua! Ela esfregava seu joelho na minha lingerie. Ficamos loucas de tesão. Marcela então ficou sobre meu corpo e continuou a me despir_ primeiro havia tirado meu vestido, então retirou minha calcinha e só me deixou de sutiã_ enquanto esfregava seus lindos seios por todo meu corpo, fazendo que a língua acompanhasse meus movimentos que no momento já eram contorcionismos de tesão. Deixou-me deitada e começou a dançar e fazer um strip-tease para retirar a calcinha já encharcada de tesão e gozo. Após retirar a calcinha jogou-se em cima de mim e começou a esfregar seus seios em minha boca. Abocanhei um... Depois outro. Ela lambia-me nos seios e apertava-me nos bicos com as pontas dos dedos. Adorei! Cheirava-me a todo instante. Retirou também a minha calcinha e me virou de bruços. Roçou os bicos dos seios nas minhas costas. Lambeu. Mordeu. Quando a língua entrou na fenda do meu bumbum, e passou nos meus orifícios, gozei ainda mais! Chegou ao meu sexo e alternava passar a língua nele e chupar meu clitóris. Escorregou-se por baixo de mim e ofereceu-me o sexo. Passei a língua entre os lábios. Lambuzei-me no gozo dela. Eu sentia dedos finos e macios me comendo enquanto abria as pernas dela e fazia o mesmo. Seu clitóris durinho pulsava na minha língua! Lábios excitados eu puxava com lábios da boca. Mordisquei-a nas coxas e ela se contorcia toda. Gozamos várias vezes.
 Ficamos então abraçadas e ofegantes nos olhando enquanto ríamos e tremíamos ainda em um gozo pleno; estávamos exaustas, mas aquela tinha sido somente a primeira da noite.

VI

 Nunca tive noite parecida com aquela; pela manhã_ já quase tarde_ acordei enfraquecida e com as pernas bambas, mas com um sorriso de orelha a orelha. Marcela já não estava mais lá, não havia nem vestígios de que ela esteve lá. Por dias tentei, em vão, buscar alguma informação sobre ela, mas até no site de acompanhantes seu nome havia sido apagado. Ainda sinto seu perfume, seu suave toque. Marcela é o tipo de mulher que faria da Vinci desenhar a “Mulher Vitruviana”; o tipo de mulher que faria Freud perder os cabelos...